sábado, 9 de abril de 2011

A Princesa e o Ogro


Era uma vez, em um reino muito muito distante, uma princesa apaixonada, seu nome era Constantini, ela vivia sonhando pelos cantos, sonhando como seria seu primeiro amor. Procurava por um príncipe que apenas dissesse-lhe “eu te amo”, mostrasse-lhe como é flutuar apenas com um olhar.
Um dia ela chegou a acreditar que realmente teria encontrado esse príncipe, mas ele não veio montado em cima de um cavalo branco, na verdade ele não era um príncipe, era um ogro. Bruto e de aspecto rude, mas que aos olhos dela, era o mais lindo príncipe que já conhecera.
Quando ela viu o príncipe Tiger pela primeira vez, teve certeza que ele era o amor de sua vida, e que passaria os melhores momentos ao lado dele, mas ela era tão inocente que não imaginava todas as consequências que esse grande amor lhe traria.
Ele a conquistou de uma maneira que nem mesmo ela sabia explicar, só sabia que o amava, e mesmo assim tinha medo de revelar o que sentia por ele que era tão maravilhoso para ela. Então jurava amor eterno em seu coração, planejava o dia em que iriam trocar alianças, e que seriam felizes para sempre.
O príncipe era misterioso, bruto, metido à forte, e uma de suas características mais marcantes, era não expressar o que sentia, Às vezes por medo de perder alguém que ele tinha grande apreço, ás vezes simplesmente por vergonha.
Como a princesa era moça de família conservadora, tinha dificuldade de se encontrar com seu príncipe, mas uma vez quando ela conseguiu fugir de seus pais, marcou um encontro com ele. Ele a entregou uma rosa, e passaram a tarde toda juntos, uma das melhores tardes da vida dela. A rosa tinha um perfume maravilhoso, cujo ela nunca havia sentido antes, nem mesmo o perfume de todas as rosas que ela via diariamente no jardim do castelo, se comparavam ao perfume do exemplar que Tiger lhe dera.
Mesmo com os obstáculos, o amor que ela sentia por ele nunca mudou, pelo contrário, cada vez ficava mais forte. Mas com ele era diferente. Ogros pensam diferente, agem diferente.
Ninguém nunca saberá dizer qual foi o verdadeiro motivo pelo qual o belo príncipe terminou com a ingênua princesa, só sabemos dizer que ele a deixou desamparada quando ela mais precisava. Ela chorou amargamente, por nunca ter ouvido um “eu te amo”.
Nas poucas vezes que ela voltou a vê-lo, sempre se sentia mal, sentia seu coração rasgado por dentro, sentia-se abandonada. Tentava fugir, se esconder para que não precisasse encarar seu grande amor. Ela que se achava tão frágil, que fugia dele, por medo do que podia acontecer, pois sabia das inúmeras vezes que chorou quando o viu, mas por mais que fugisse em cada canto que estava o encontrava, como se fosse o destino agindo para que isso acontecesse.
Ela partiu a procura de um novo amor, tentava construir planos com outros príncipes, mas nunca conseguia, sempre fracassava. Demorou muito tempo para que ela conseguisse esquecê-lo, mas finalmente as feridas conseguiram ser cicatrizadas, mesmo ainda vendo ele, já não sentia aquele fogo que um dia ardeu em seu coração.  Para ela agora o príncipe deixava de ser príncipe, e tomava sua forma real, agora ele era só um ogro.
A mesma princesa que foi abandonada, que se achava frágil e que não tinha proteção contra tudo o que um dia ele fez, foi crescendo. Mesmo nas inúmeras vezes em que chorou cada lágrima servia para que ela ficasse mais forte, para que não desistisse. Secava cada uma delas, assim conseguia erguer a cabeça e seguir seu caminho, sem medo de cair mais uma vez. Assim a princesa foi construindo seu castelinho, e já não se achava tão frágil, se mostrava cada vez mais forte, por não ter medo de chorar, agora assumia sua personalidade e mostrava tudo o que sentia.
Tudo o que restava em seu coração eram somente as lembranças, e nada mais, lembrava-se do dia em que Tiger lhe entregou a sua primeira rosa, mas lembrava com certo carinho ressentido, e que mesmo lhe fazendo sofrer não podia deixar de relembrar a beleza daquela singela rosa.
Depois de muito tempo Tiger reaparece. Pede desculpas, pede perdão, quer voltar, mas agora todas as feridas já estão fechadas. Não importava o que ele falava, ela já tinha sua decisão formada. Seu coração preenchido. Já amava outro alguém, e agora ela podia sonhar com a voz de seu novo príncipe dizendo eu te amo, pois já escutara isso. Podia falar o que sentia, expressar-se, podia ser o que era. Ela que acordou inúmeras vezes na noite sonhando com o beijo de Tiger, esperando um abraço, esperando por seu toque, agora acordou pra realidade que se encontrava, viu que ele era só um ogro, e que não o amava mais.
E numa última tentativa de reconciliação Tiger foi à busca de Constantini pela mata, ele sabia que talvez pudesse encontrar-la lá, mas não a encontrou. Então ele, em um ato desesperado, caiu de joelhos no chão e numa prece, orou:
-Deus se for da tua vontade, que ela fique comigo...
Ela estava escondia em meio à floresta, Tiger não sabia disso, e naquela situação Constantini não queria magoá-lo, então, respirou fundo tomou coragem e fez a única coisa que lhe cabia sendo que não o amava mais, apareceu onde Tiger estava, e disse somente uma palavra:
-AMÉM.
Por um momento eles se olham e ela saiu correndo em meio à floresta e sumiu, enquanto Tiger chorava, dando um grito como o de uma fera machucada.
Daquele dia em diante, ninguém mais viu, ou ouviu falar de Tiger, algumas pessoas falam que ele se refugiava na floresta, outras dizem que ele morreu de amor por Constantini, que sua alma ficou vagando em meio à mata. Mas a única coisa que sabiam afirmar é que depois do desaparecimento de Tiger, todos os anos no dia em que os dois se conheceram, chovia pétalas de rosas na mata, do amanhecer até o por do sol.

sábado, 27 de novembro de 2010

Ao nosso redor...

Indigno-me com as coisas que acontecem a todo tempo ao nosso redor, pena que com nossa insignificante presença não podemos modificá-las sozinhos, pois sozinhos não somos nada.
Sinto-me impotente deparada com tanto desconcerto que se apresenta em cada curva dessa vida. Pessoas que não tem o mínimo de consideração pelas outras, pessoas que põem seu egocentrismo á frente de tudo e todos, pessoas que só sabem olhar para o seu próprio umbigo e que precisam rebaixar os outros para poder se elevar.
Começado pelos políticos, que fazem suas campanhas eleitorais, gastam fortunas de dinheiro, prometendo empregos se forem eleitos, o pior de tudo não é eles quererem dar emprego para as pessoas, e sim o propósito que é “uma mão lava a outra”, ou seja, compra de votos. Eles acabam tirando o emprego de pessoas que talvez sejam mais qualificadas ou que mereciam estar no emprego e acabam dando prioridade às pessoas que um dia lhes “fizeram um simples favorzinho“, porque para eles darem empregos precisam tirar profissionais de seus cargos. Acho isso frustrante, e muito injusto.
Em pleno século 21, ainda existe pessoas preconceituosas, racistas, pessoas arrogantes, que não se importam nem mesmo com o destino do lixo, quem dirá com as necessidades dos outros, e mesmo os contos de fada mostrando que o mocinho no final sempre vence e que o vilão se dá mal, ainda insistem em ser pessoas do ‘mau’, mexer e estragar a vida das pessoas de bem.
Espero que um dia esse quadro possa se reverter, e que a justiça possa ser feita. Também espero que muitas pessoas possam fazer a sua parte lendo esse post e tentando mudar, humildemente estou fazendo a minha expondo minha opinião. Obrigado pela atenção!

domingo, 7 de novembro de 2010

HELP!!

Tenho uma revolta que há algum tempo vem me encomodando. Aiii, já estou cansada dos rótulos, das falsas mascaras, da rotina e das pessoas acharem que sabem de tudo e até mesmo os próximos movimentos ou palavra que iremos fazer ou dizer. Muitas vezes nem mesmo nos conhecem e já tem um parecer elaborado sobre a nossa pessoa. O pior de tudo é que conseguem mudar nosso humor, com suas palavras desagradáveis. Nunca fui uma pessoa previsível, e talvez nunca seja uma, mas me irrita profundamente quando dizem que não esperavam isso ou aquilo de mim. Quem são elas? Agora elas possuem bolas de cristal? São donas da verdade? Quem são elas pra dizer o que somos e o que devemos fazer ou ser? Agora elas podem manipular o livre arbítrio? Acho que NÃO!! Sou o que sou, sem querer nada além do que me pertence, tenho uma personalidade forte e imprevisível, não quero e nem vou mudar isso pela opinião dos outros, e lamento pela mentes pequenas que acham que sabem, mas na realidade não sabem nada!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Larararararara.. larararararara lararararara...

Tenho parado para pensar, como a vida pode ser tão injusta para algumas pessoas, e tão justa para outras. As pessoas não sabem dar valor para as coisas que possuem, pensam só no que pode fazer bem para elas mesmas, e se esquecem dos outros.
O mundo passou a ser tão fútil, que ninguém mais pára para olhar as pequenas coisas que a natureza nos revela a cada dia! Parece que todos perderam a força de vontade de viver, de sorrir, de brincar, de ser um pouco mais criança mesmo tendo muitas responsabilidades.
Parece que tudo tem um ar falso, as pessoas perderam suas personalidades, e tudo nelas ficou muito barato, mas não no sentido de que perderam o valor real (dinheiro), falo do valor moral que cada um tem e mesmo sendo barato, isso tudo custou muito caro, custou à identidade de cada pessoa.
Mas ainda acredito que algo possa mudar, e tudo volte a ter o mesmo brilho que sempre teve, porque não há batalha que não possa ser vencida e nem obstáculo que não possa ser derrubado, e mesmo que pareça ser impossível tudo no final da certo, e se não der certo é porque ainda não acabou! Larararararara.. larararararara lararararara...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

quero dedicar esse post a uma pessoa muito especial pra mim!


 
Alguém que me faz feliz só por estar do meu lado, que cada dia me mostra como ser um pouco melhor!
Teria muitas coisas a falar dessa pessoa, mas não vou citar que ela tem um sorriso encantador, nem que tem um olhar carinho, um abraço confortante. Não vou falar que às vezes ela fala besteira e me mata de rir e nem o quanto o tempo passa mais rápido quando estou com ela, não posso revelar que ela torna meus dias mais emocionantes. *_______*
Vim aqui para falar do amor que sinto por ti, falar de algo que às vezes não tenho palavras para descrever, mas que só sei sentir.
Já são 4 meses que compartilho contigo alguns momentos que ficarão guardados para sempre. Adoro teu jeito bobo de ver as coisas, da maneira como me olha, parece que sabe exatamente o que falar para mim quando eu estou triste.
Quero-te sempre do meu lado, te amoo muitoo Matheus Marques dos Reis!

terça-feira, 13 de julho de 2010

APOCALIPSE... Oo'

Tive um sonho muito estranho por esses dias..
Sonhava que eu era uma garota que tinha visões. Sentia-me meio perturbada por ter esses dons de prever o que iria acontecer me sentia insegura, tinha medo, pois não tinha controle do que eu via.
Lembro-me vagamente que estava na igreja que sempre freqüento aos sábados, e como sempre fui cumprimentar o padre, e quando encostei em sua mão, senti algo diferente, estranho, muito estranho! ‘oO..
Fui então me sentar junto aos amigos do grupo de jovens nos bancos da igreja, como de costume, mas percebi que tinha algo diferente, até mesmo no ar em que respirava. A missa começou e todos os mesmo gestos se repetiram semelhantes á 1° ceia de Jesus Cristo, a única coisa de diferente era que nosso padre não estava celebrando a missa, havia outro padre, celebrando em seu lugar.
Ao fim da missa fomos a uma janta que o grupo estava promovendo, era na casa do padre, tudo continuava muito estranho, então comecei a ter uma visão. Cada vez que via o padre, percebia que ele estava acompanhado de algo que estava atrapalhando ele, como se fosse algo que o perseguisse, em minha visão podia ver claramente, o que o acompanhava era uma sombra, e parecia que de acordo com o caminhar do padre ela o sufocava. Ele bem que tentava disfarçar, mas todos viam que ele estava incomodado.
Foi decidido que iríamos embora logo que a janta terminasse para que o padre pudesse descansar. Não comentei com ninguém o que eu tinha visto, e fui falar com o padre para saber como ele estava. Ele parecia ofegante e realmente preocupado, como se soubesse de tudo o que eu sabia. Ele queria esconder, tentou disfarçar enquanto falava comigo. Eu estava decidida a passar a noite por perto do padre, pois sentia que algo ruim iria acontecer, só ainda não sabia o que era.
Fui falar com o seminarista, que me disse que iria passar a noite junto do padre. Contei para ele do que estava me agoniando, contei que vi algo perseguindo o padre, e para minha surpresa ele sabia de algo. Fiquei muito assustada com o que ouvi. Ele revelou que há semanas o padre estava sendo perseguido por demônios e assombrações, espíritos que fizeram o padre perder varias noites de sono, e que por isso o ele estava com um aspecto abatido.Ele contou-me também que nesta noite um demônio viria para levado-lo, e ninguém poderia impedir isso.
Quando ele terminou de me contar, tive outra de minhas visões, a qual fiquei mais assustada ainda, e mesmo que juntasse todas as outras visões não poderia descrever o quão foi assustador.
‘ De repente a casa toda ficou escura, a intensidade das luzes diminuiu quase que completamente. Eu estava saindo pela porta, e todos já havia ido embora, só restavam eu o seminarista, o padre e espírito negro. Não sei como poderia descrever tal criatura, parecia ser um homem, mas não era, o ser não encostava os pés no chão. Ele flutuava no ar. Um vento forte soprou, fazendo com que todas as portas abertas se fechassem de uma maneira sombria, tal como o aspecto daquele espírito. Na mão do padre visualizei um crucifixo de ouro, o qual ele segurava com as duas mãos, com uma força que ele não tinha, estava ofegante e suava frio. O seminarista estava à frente do padre, como um escudo, tentando protegê-lo. Ele sabia que seria impossível, mas mesmo assim se manteve imóvel. O espírito se aproximava do padre como se quisesse roubar a sua alma. O demônio fez um gesto com as mãos e sem tocar em um fio de cabelo do seminarista o arremessou para longe, deixando-o desmaiado no chão. Em meio aquela situação o padre continuava firme, segurando o crucifixo. Então dei um grito, chamando o espírito para perto de mim. Percebi que ele estremeceu quando ouviu minha voz, tentou disfarçar e começou a se afastar do padre, chegando perto de mim. O desafiei, não sei por que fiz isso, logo eu que sou tão medrosa, mas algo me dizia que o espírito não conseguiria me atingir, foi chegando perto de mim. Só conseguia enxergar seus olhos que eram vermelhos e cheios de fúria, que a cada palavra que eu proferia ficavam mais vermelhos e mais furiosos. Ele tentava se aproximar, mas não conseguia, ele mantinha certa distancia de mim, o mandei embora, ele ria debochadamente, e falou-me que veio a busca do padre, que só sairia dali quando conseguisse o que veio buscar. Eu estava horrorizada com as palavras que ele me disse, o espírito falava do fim do mundo, e que logo o apocalipse viria, que estavam capturando todos os padres, para que pudessem desarmar os católicos, pois sem alguém para auxiliá-los ficariam frágeis e sem proteção. O padre não estava na sala, ele havia ido pra algum lugar. O seminarista então acordou, sem que o espírito percebesse. O espírito não deixava de olhar para o meu pescoço, onde estava a medalhinha que minha avó me dera. Então percebi que ele não conseguia se aproximar devido a ela. A presença dele fazia com que eu perdesse minhas forças, já não conseguia estar mais ali no mesmo ambiente que o dele, ele então disse que minhas forças iriam acabar e que era melhor eu ir logo para que ele não me levasse junto também. Tentei me manter forte, mas já não conseguia, era como se minhas pernas estivessem bambas, e acabei perdendo a firmeza delas e cai no chão. O padre estava indo pra igreja e o espírito me deixou ali caída no chão e foi buscá-lo. O seminarista que estava acordado foi me ajudar, levantou-me e fomos procurar o padre. Na entrada da igreja estavam os dois. E o espírito estava perto do padre, ele proferia algumas palavras, era como se a alma do padre fosse cedendo aos poucos, e foi saindo do corpo dele como se fosse um pouco de água dentro de uma panela no fogo a ferver. Então corri para perto deles, o espírito se afastou do padre, o deixando cair brutalmente no chão. Ele ordenou que eu me afastasse, ou iria me arrepender, não dei ouvidos, e segui em frente, mas...’
Nesta mesma hora minha mãe abriu a porta, uma luz apareceu dentro do meu quarto e acordei, percebi que era só um sonho, que não tinha visões e nem o poder de assustar demônios. E o final do sonho? Não sei! Espero que no fim tenha dado tudo certo com o padre! Tomara que não volte a ter o mesmo sonho... Ainda mais com esses espíritos... Isso é o que da fica olhando muitos filmes, e lendo livros do Dan Brow...

domingo, 20 de junho de 2010

recomeço...

Por que depois de tanto tempo as pessoas voltam querendo começar tudo outra vez?

Pra mexer em tudo o que já foi esquecido, ou pelo menos está guardado no baú das nossas lembranças. Pessoas tais que fizeram você rir, e fizeram você chorar, te levaram ao extremo dos dois lados do muro.

Como explicar o que sentir nessa hora? Dizer que ta tudo bem e esquecer que um dia aconteceram coisas ruins, e que pode ser tudo construído novamente?.. no meu caso não.. Nada é tão simples assim, as pessoas a meu ver não são marionetes de teatro, em que podemos guiá-las pra onde bem queremos, onde podemos fazer com que elas gostem ou não dos outros personagens do teatro.

E por que demorar tanto pra reconhecer os erros? Um dia pode ser tarde demais, e tem situações que não podem ser revertidas. É como um corpo de prova, ele pode ser reconstituído enquanto está na zona elástica, mas quando entra pra zona plástica, ele nunca mais volta ao seu estado original.

Só sei que de confusa já chega eu e meus pensamentos..